terça-feira, 14 de agosto de 2012

É a Bíblia um Livro de Fábulas Cristãs?


Há cerca de um ano passado eu respondi a um questionamento de um certo "hermano" no Yahoo Answers. A pergunta (capciosa) era a seguinte: "Cuando dejarán los creyentes de creer mitos urbanos y fábulas cristianas?".

Obviamente que tal pergunta foi feita, não por um motivo de uma real dúvida de quem a originou mas, tão somente foi lançada a fim de provocar os cristãos e, portanto, talvez nem devesse merecer uma resposta, ou mesmo uma ruga de preocupação maior. Todavia, quando uma pergunta assim surge, surge também uma oportunidade de evangelização, nem tanto a ser dirigida ao emissor do questionamento mas, a todos os demais que, por ali passando e por curiosidade, irão ler as respostas.

Bem, então eu aproveitei e dei uma resposta categórica àquela questão:

"Nosotros, cristianos, dejamos de creer en los mitos y fábulas urbanas, exactamente en el preciso momento en que confesamos nuestros pecados, y buscamos una manera de vivir en santidad, en ejercicio de la fe en el sacrificio redentor de Jesús, creyendo que era realmente el Mesías prometido , El Hijo de Dios enviado para salvarnos. Adelante, tú también!

Nuestro libro de "Fábulas Espectaculares", la Santa Biblia nos enseña:

"Porque habrá un período en que no soportarán la enseñanza saludable, sino que, de acuerdo con sus propios deseos, acumularán para sí mismos maestros para que les regalen los oídos; y apartarán sus oídos de la verdad, puesto que serán desviados a cuentos falsos. Tú, sin embargo, mantén tu juicio en todas las cosas, sufre el mal, haz [la] obra de evangelizador, efectúa tu ministerio plenamente." 2 Tm 4:3-5

"Sé sabio, hijo mío, y regocija mi corazón, para que pueda responder al que me está desafiando con escarnio." Pv 27:11"

E assim encerra a resposta. No entanto, não é exatamente a cerca dessa resposta que eu quero falar mas, sim, da pergunta mesmo pois, neste um ano que passou eu meditei melhor nela e passei a concluir que a Bíblia, o livro da verdade, contém realmente, também, muitas fábulas.

Por exemplo, o que são as famosas "parábolas", descritas por Jesus Cristo, usadas como método eficaz de ensinar o povo, se não, verdadeiramente, fábulas?

Então vejamos, segundo o dicionário Aurélio, os principais significados do verbete fábula é: Historieta de ficção, de cunho popular ou artístico. Narração breve, de caráter alegórico, em verso ou em prosa, destinada a ilustrar um preceito.

Ou seja, uma fábula não pretende ser uma narrativa sobre algo que de fato ocorreu, mas sim, uma narrativa que se apresenta como realmente criada, inventada, mas que tem o objetivo de ensinar uma "moral da história". Olhando assim, uma fábula é também "Narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.", portanto, sinônimo de parábola.

E parábolas, todos sabemos que a Bíblia realmente contém e, não são poucas. O próprio Senhor Jesus foi o maior utilizador desse recurso, tendo usado de várias parábolas ou fábulas, estórias que não são, necessariamente, histórias, mas ilustram o preceito a ser ensinado: as relações dos homens com o reino de Deus.

Mas ai algo me intrigou: Será que alguém mais, além do Mestre, usou de fábulas ou parábolas na Bíblia? Curioso em obter uma rápida resposta a este questionamento, e vinha procurando eu pesquisando e encontrei, aqui mesmo na Internet, dois casos muito interessantes para exemplificar:

A primeira fábula que vamos ver é sobre um espinheiro, que se tornou rei das árvores depois que algumas das árvores se recusaram a ser rei das árvores, como escrito em Juízes 9:8-15

" הָלוֹךְ הָלְכוּ הָעֵצִים, לִמְשֹׁחַ עֲלֵיהֶם מֶלֶךְ; וַיֹּאמְרוּ לַזַּיִת, מָלְכָה עָלֵינוּ.   וַיֹּאמֶר לָהֶם, הַזַּיִת, הֶחֳדַלְתִּי אֶת-דִּשְׁנִי, אֲשֶׁר-בִּי יְכַבְּדוּ אֱלֹהִים וַאֲנָשִׁים; וְהָלַכְתִּי, לָנוּעַ עַל-הָעֵצִים.   וַיֹּאמְרוּ הָעֵצִים, לַתְּאֵנָה:  לְכִי-אַתְּ, מָלְכִי עָלֵינוּ.   וַתֹּאמֶר לָהֶם, הַתְּאֵנָה, הֶחֳדַלְתִּי אֶת-מָתְקִי, וְאֶת-תְּנוּבָתִי הַטּוֹבָה; וְהָלַכְתִּי, לָנוּעַ עַל-הָעֵצִים.   וַיֹּאמְרוּ הָעֵצִים, לַגָּפֶן:  לְכִי-אַתְּ מָלְכִי עָלֵינוּ.   וַתֹּאמֶר לָהֶם, הַגֶּפֶן, הֶחֳדַלְתִּי אֶת-תִּירוֹשִׁי, הַמְשַׂמֵּחַ אֱלֹהִים וַאֲנָשִׁים; וְהָלַכְתִּי, לָנוּעַ עַל-הָעֵצִים.   וַיֹּאמְרוּ כָל-הָעֵצִים, אֶל-הָאָטָד:  לֵךְ אַתָּה, מְלָךְ-עָלֵינוּ.   וַיֹּאמֶר הָאָטָד, אֶל-הָעֵצִים, אִם בֶּאֱמֶת אַתֶּם מֹשְׁחִים אֹתִי לְמֶלֶךְ עֲלֵיכֶם, בֹּאוּ חֲסוּ בְצִלִּי; וְאִם-אַיִן--תֵּצֵא אֵשׁ מִן-הָאָטָד, וְתֹאכַל אֶת-אַרְזֵי הַלְּבָנוֹן"

"Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei; e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós. Mas a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, para ir balouçar sobre as árvores? Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. Mas a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, para ir balouçar sobre as árvores? Disseram então as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. Mas a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir balouçar sobre as árvores? Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. O espinheiro, porém, respondeu às árvores: Se de boa fé me ungis por vosso rei, vinde refugiar-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro, e devore os cedros do Líbano."

Jotão foi o único filho de Gideão que sobreviveu o massacre perpetrado por Abimeleque (Avimeleque). Quando ele viu que o povo da cidade de Siquém não prestou atenção ao fato que "a pior árvore" é que decidia ser rei das árvores, ele tentou os avisar que essa árvore, o espinheiro, seria o seu rei, se as árvores procurassem refúgio na sua sombra. Em outras palavras, se eles desejavam viver em meio a espinhos - então eles estavam na escolha do rumo certo, e teriam o espinheiro para ser seu rei. 

Outra coisa, que é muito bonita quando você aprende o idioma hebraico (eu disse, "aprender hebraico", e não "estudos judaicos para cristãos", que pode carregar muito "fermento" desnecessário), é o nome dos personagens. O nome  Abimeleque significa em hebraico: "meu pai é um rei". Isso significa que somente Gideão poderia ter sido rei de Israel (se Deus assim o confirmasse) e deveria ter funcionado como um aviso ao próprio Abimeleque que, no entanto, o ignorou. Depois de deixar a cidade, Jotão, sabiamente, se apartou e habitou longe dali.

O surpreendente é que o próprio Abimeleque elegeu a si próprio ser um rei, sem a permissão de todas as pessoas, enquanto seu pai, Gideão, que foi pedido para ser o rei pelo povo, não o havia aceitado. "Gideão, porém, lhes respondeu: Nem eu dominarei sobre vós, nem meu filho, mas o Senhor sobre vós dominará." Juízes 8:23.

Mesmo o nome Jotão pode nos mostrar algo pelo seu significado que é  "O Senhor é completo", talvez para nos mostrar que Abimeleque não o era, e que Jeová deveria ser o único Rei verdadeiro e eterno.

Já, um outro caso de uso de parábolas (fábulas) na Bíblia, também fora do Novo Testamento, é narrada no livro de II Reis capítulo 14 mas, para contextualizar, vamos voltar um pouco na história:

Depois que o Espírito de Deus tomou ao general de exercito Jeú, de Israel, como vaso de ira para livrar a Israel da peste perniciosa da Rainha-sacerdotisa de baal, Jezabel, de toda a sua descendência junto ao rei Acabe, e de toda a adoração falsa a baal que existia, mesmo não tendo feito uma obra completa pois, permitiu que a idolatria instituída por Jeroboão, o primeiro rei do reino partido, a adoração a bezerros de ouro, permanecesse em alguns locais, Jeová foi grato a Jeú, permitindo que ele passasse ao trono de Israel mas, também permitiu que Israel passasse a perder território para seus inimigos de fronteira.

Os filhos e netos de Jeú foram herdeiros do trono pois, da casa de Acabe e Jezabel nada, de fato, havia subsistido em Israel (1), como foi da vontade de Deus. Assim reinaram, em sequência, Jeoacaz e Jeoás sobre Israel, porém, estes fizeram mal aos olhos do Senhor. Isso ocorria pelo tempo da morte do profeta Eliseu. Todavia, Jeová compadeceu-se por causa do sofrimento do povo e da promessa que fizera a Abraão, permitindo que, por fim, Joás alcançasse importantes vitórias sobre os invasores Sírios.

Nisso, na nação co-irmã de Judá, subia ao trono o rei Amasias e apesar de haver também idolatria em Jerusalém de Judá, em algumas coisas agradava Amasias ao Senhor e este concedeu-lhe também vitória sobre os inimigos edomitas, e foi ai que apareceu a aplicação de uma fábula, como escrito:

" בִּשְׁנַת שְׁתַּיִם, לְיוֹאָשׁ בֶּן-יוֹאָחָז מֶלֶךְ יִשְׂרָאֵל, מָלַךְ אֲמַצְיָהוּ בֶן-יוֹאָשׁ, מֶלֶךְ יְהוּדָה... הוּא-הִכָּה אֶת-אֱדוֹם בְּגֵי מֶלַח עֲשֶׂרֶת אֲלָפִים, וְתָפַשׂ אֶת-הַסֶּלַע, בַּמִּלְחָמָה; וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמָהּ יָקְתְאֵל, עַד הַיּוֹם הַזֶּה.  אָז שָׁלַח אֲמַצְיָה מַלְאָכִים, אֶל-יְהוֹאָשׁ בֶּן-יְהוֹאָחָז בֶּן-יֵהוּא מֶלֶךְ יִשְׂרָאֵל לֵאמֹר:  לְכָה, נִתְרָאֶה פָנִים.  וַיִּשְׁלַח יְהוֹאָשׁ מֶלֶךְ-יִשְׂרָאֵל, אֶל-אֲמַצְיָהוּ מֶלֶךְ-יְהוּדָה לֵאמֹר, הַחוֹחַ אֲשֶׁר בַּלְּבָנוֹן שָׁלַח אֶל-הָאֶרֶז אֲשֶׁר בַּלְּבָנוֹן לֵאמֹר, תְּנָה-אֶת-בִּתְּךָ לִבְנִי לְאִשָּׁה; וַתַּעֲבֹר חַיַּת הַשָּׂדֶה, אֲשֶׁר בַּלְּבָנוֹן, וַתִּרְמֹס, אֶת-הַחוֹחַ.  הַכֵּה הִכִּיתָ אֶת-אֱדוֹם, וּנְשָׂאֲךָ לִבֶּךָ; הִכָּבֵד, וְשֵׁב בְּבֵיתֶךָ, וְלָמָּה תִתְגָּרֶה בְּרָעָה, וְנָפַלְתָּה אַתָּה וִיהוּדָה עִמָּךְ.  וְלֹא-שָׁמַע אֲמַצְיָהוּ--וַיַּעַל יְהוֹאָשׁ מֶלֶךְ-יִשְׂרָאֵל וַיִּתְרָאוּ פָנִים, הוּא וַאֲמַצְיָהוּ מֶלֶךְ-יְהוּדָה:  בְּבֵית שֶׁמֶשׁ, אֲשֶׁר לִיהוּדָה.  וַיִּנָּגֶף יְהוּדָה, לִפְנֵי יִשְׂרָאֵל; וַיָּנֻסוּ, אִישׁ לְאֹהָלָו."

"No segundo ano de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, começou a reinar Amazias, filho de Joás, rei de Judá. ...  Este feriu a dez mil edomitas no vale do Sal, e tomou em batalha a sela; e chamou o seu nome Jocteel, nome que conserva até hoje. 

Então Amazias enviou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, dizendo: Vem, vejamo-nos face a face.

Mandou, porém, Jeoás, rei de Israel, dizer a Amazias, rei de Judá: O cardo que estava no Líbano mandou dizer ao cedro que estava no Líbano: Dá tua filha por mulher a meu filho. Mas uma fera que estava no Líbano passou e pisou o cardo. Na verdade feriste Edom, e o teu coração se ensoberbeceu; gloria-te disso, e fica em tua casa; pois, por que te entremeterias no mal, para caíres tu, e Judá contigo?

Amazias, porém, não o quis ouvir. De modo que Jeoás, rei de Israel, subiu; e ele e Amazias, rei de Judá, viram-se face a face, em Bete-Semes, que está em Judá. Então Judá foi derrotado diante de Israel, e fugiu cada um para a sua tenda." (2 Reis 14:1,7-12)"

A fábula, que ai se encontra embutida na narrativa histórica, fala, mais uma vez, sobre o arbusto do espinho: em botânica, cardo significa planta da família das compostas (Centaurea Melitensis), considerada praga da lavoura, de flores amarelas, folhas com espinho, acinzentadas, e caule ereto, revestido de pelos espinhentos.

O cardo representa aqui o reino inimigo de Judá, Edom que havia conseguido se machucar em uma perna, ao envolver-se em luta contra Judá.

Só que a vitória sobre Edom havia subido a cabeça e tornado o rei Amasias arrogante: ele não só deixava de atribuir a glória a Deus, como buscava provocar a nação co-irmã Israel ao combate, sem sequer consultar a Deus.

Agora, depois que ele ganhou uma guerra, ele tinha certeza de que ele poderia competir com um poderoso cedro árvore - que é o Rei de Israel, levando sua filha para ser sua esposa.

A lição dessa fábula é que cada um de nós precisa conhecer o seu lugar neste mundo. Se somos apenas um espinheiro, não deveríamos tentar lutar contra cedros.

Só se deve ir para a guerra, literal ou metaforicamente, se houver alguma chance de ganhar, mesmo que seja a menor possível, buscando se dar a devida glória, e obter de antemão a aprovação de Deus, tudo se torna possível. O resultado deste pedido arrogante de espinheiro não poderia ser outro: derrota! O rei Amasias caiu prisioneiro e, pela primeira vez, Jerusalém  foi assaltada e seus muros derrubados. Amasias terminou, mesmo depois de liberto, sendo exilado pelos seus próprios súditos e por fim assassinado.

Como vimos, o emprego de fábulas na Bíblia existe de fato, e ela tem a sua finalidade dentro do princípio da Palavra de Deus: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;. Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra."

De modo algum, uma fábula ou uma parábola bíblica poderia objetivar a mentira ou o engano, pelo simples fato que a mentira e o engano não subsiste diante de Deus e, a sua palavra é pura, não apoia e desmascara a mentira, mesmo aquela que se parece meiga, boa, reta, misericordiosa ou necessária. A mentira cai por terra e a verdade, mesmo que pareça estranha, dura, injusta ou irracionável aos nossos olhos, prevalece, sempre, ao final.

Apenas para provar isso uma única vez, usamos o que já foi contextualizado, lembrando que o rei Jeroboão, primeiro rei do reino partido de Israel, havia instituído a idolatria com a adoração falsa aos bezerros ouro. Com regularidade, ele próprio havia se tornado como que um sacerdote daquela falsa adoração que, no fundo, objetivava apenas manipular politicamente o povo, fazendo com que as pessoas evitasse se deslocar a Jerusalém de Judá, para a verdadeira adoração que havia sido pactuada pelo Senhor com o rei Davi.

A muitos do povo, Jeroboão tomava, e o investia como sacerdote daquela adoração meramente de conveniência política. Certa feita, surge vindo de Judá, um homem até então desconhecido, sobre o qual Jeová havia colocado o seu Espírito para clamar contra os altares de Jeroboão. Este realizou proezas, fendendo o altar,  diante do arrogante Jeroboão que erguendo o braço, dando ordens para prendê-lo, teve no mesmo instante a sua mão ressequida. Como implorasse misericórdia, o profeta desconhecido orou e Jeová restituiu a mão de Jeroboão. (1 Reis 13)

Isso fez cessar aquela falso serviço de adoração, enquanto o profeta desconhecido permanecia ali em Israel. Mas ele não comia, não bebia e não podia voltar-se dali, apenas seguir em frente. Esta era uma ordem clara e expressa do próprio Deus Vivo. Todavia havia um outro, (falso) profeta, ali em Betel de Israel, e este, ao saber do estrangeiro desconhecido, pôs-se a procurá-lo.

"E tendo ido após o homem de Deus, achou-o sentado debaixo de um carvalho, e perguntou-lhe: És tu o homem de Deus que vieste de Judá? Respondeu ele: Sou.
Então lhe disse: Vem comigo a casa, e come pão.
Mas ele tornou: Não posso voltar contigo, nem entrar em tua casa; nem tampouco comerei pão, nem beberei água contigo neste lugar;
porque me foi mandado pela palavra de Senhor: Ali não comas pão, nem bebas água, nem voltes pelo caminho por onde vieste.
Respondeu-lhe o outro: Eu também sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água. Mas mentia-lhe. (o negrito é meu)
Assim o homem voltou com ele, comeu pão em sua casa, e bebeu água.
Estando eles à mesa, a palavra do Senhor veio ao profeta que o tinha feito voltar;
e ele clamou ao homem de Deus que viera de Judá, dizendo: Assim diz o Senhor: Porquanto foste rebelde à ordem do Senhor, e não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus te mandara,
mas voltaste, e comeste pão e bebeste água no lugar de que te dissera: Não comas pão, nem bebas água; o teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais.
E, havendo eles comido e bebido, albardou o jumento para o profeta que fizera voltar.
Este, pois, se foi, e um leão o encontrou no caminho, e o matou; o seu cadáver ficou estendido no caminho, e o jumento estava parado junto a ele, e também o leão estava junto ao cadáver." I Reis 13:14-24

Qual é fábula aplicada aqui? Não se trata de estória sobre plantas nem sobre animais, mais sim de algo que podia, de fato, ter sido real mas, não o era pois, era só mentira, só engano: "Eu também sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água. Mas mentia-lhe.

Eis o que a Palavra do Senhor Jeová nos ensina, e quem quiser viver que aprenda:

Não peca aquele que inventar fábulas ou criar parábolas para levar ao ensino da verdade do conhecimento de Deus . Mas todo aquele que mentir profeticamente, mesmo pensando ser bondoso e caridoso com isso, este trará a morte ao cenário, pois a morte é o salário do pecado e a mentira profética é pecado contra o Espirito Santo de Deus!

Portanto, mesmo você crendo-se "homem de Deus", acautela-te, ainda mais você, de toda falsidade proféticas, para que não se encurte a contagem dos dias da tua própria vida, e a sua história não venha a ter de fim vergonhoso. O falso profeta de Israel se arrependeu do que havia causado com sua mentira, depois se amargurou muito mas, já era tarde. Quanto ao tolo rei Jeroboão, ele jamais se corrigiu e a história da sua descendência terminou com Acabe, Jezabel e todos os seus descendentes e os profetas de baal mortos.

Quanto a profecia (verdadeira) do homem de Deus desconhecido, a saber:

"Assim diz o Senhor: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que sobre ti queimam incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti." (1 Reis 13:2)

ela se cumpriu séculos depois, quando o rei Josias restaurou a adoração verdadeira em Judá.

Notas:


Quando eu digo que "da casa de Acabe e Jezabel nada, de fato, havia subsistido em Israel", isto é a mais pura verdade. Todavia, há que se lembrar, que o reino se encontrava então dividido, desde logo após a morte do rei Salomão e que, em Judá, o reino do sul, permaneceram, por algum tempo mais, remanescentes da casa de Acabe e Jezabel, por meio de uma filha deles, de nome Atália, que havia sido dada em um casamento arranjado entre reis. Mas isso, já é uma outra história.

Veja também:


A Bíblia (que nós amamos!)

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Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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